FIQUE A PARAcompanhe os destaques e principais tendências do dia que influenciam as bolsas em todo o mundo.
Outlook Análise Técnica Research Investimento Educação
06.12.2019 10:54
Análise Técnica
AUD/USD | EUR/GBP
AUD/USD @ 0.6845 O par AUD/USD pode estar a tentar desenhar um fundo de médio/longo prazo. A tendência de baixa dos últimos anos é evidente, mas também é clara a base que pode estar a ser formada. Esta ideia é válida acima dos 0.6670. Olhando para os gráficos de curto prazo, identificamos também uma possível bullish flag que pode catapultar o preço para uma quebra da exponencial dos 200 dias e ditar finalmente o fim da tendência dos últimos anos. Estaremos atentos ao desenvolvimento deste cenário, lembrando que uma recuperação mais forte poderia levar o par a valores acima dos 0.74… EUR/GBP @ 0.8451 A lateralização já tem  3 anos e continua a ser o padrão que utilizamos como referência para a nossa análise. Com o preço a aproximar-se da base, o nosso foco está em encontrar sinais de compra. Esta ideia é válida desde que o par não sustente abaixo do intervalo 0.8250/0.8367. O gráfico diário tem para já um padrão claro que queda, que pode mesmo trazer o preço ao nosso intervalo de suporte. É essa a nossa expectativa desde que não reconquiste os 0.8490. Há ainda a possibilidade de o par desenhar um divergência positiva no gráfico diário e depois reconquistar os 0.8490. Esta possibilidade obrigaria a antecipar uma entrada.   Disclaimer O presente documento é privado e confidencial, tendo sido preparado pelo Banco Invest, S.A. (“Banco Invest”). A informação contida neste documento tem carácter meramente informativo, sendo divulgada como mera ferramenta de apoio, não podendo desencadear, ou justificar, qualquer acção ou omissão, sustentar qualquer operação, nem substituir qualquer aferição ou julgamento próprios dos destinatários, sendo estes inteiramente responsáveis pelos actos e omissões que adoptem, bem como por toda e qualquer operação efectivada e relacionada, ainda que indirecta e remotamente, com o conteúdo do presente documento. Adverte-se, igualmente, os destinatários para o facto de este documento ter sido elaborado utilizando informação económica e financeira disponível ao público, e considerada fidedigna, não garantindo o Banco Invest a sua total precisão, sendo o seu conteúdo e as respectivas fontes susceptíveis de alteração em função de um qualquer factor que modifique os pressupostos que serviram de base à apresentação dos mesmos. O Banco Invest não assume, assim, qualquer responsabilidade por quaisquer eventuais danos ou prejuízos resultantes, directa ou indirectamente da utilização da informação referida neste documento, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir. Mais se adverte que a presente informação não foi elaborada com nenhum objectivo específico e concreto de investimento, não assumindo o Banco Invest qualquer obrigação de resultado. Ademais, declara-se não existirem quaisquer situações de conflitos de interesses tendo por objecto, por um lado, o título e/ou emitente a que se reporta o presente documento e, por outro lado, o autor do presente documento ou o Banco Invest. O Banco Invest, ou os seus colaboradores, poderão deter, a qualquer momento, uma posição sujeita a alterações, em qualquer título referido neste documento. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste documento, sem autorização prévia do Banco Invest.
06.12.2019 10:50
Análise Técnica
Update: S&P500
S&P500 @ 3125 O stop sugerido (no breakeven) foi activado e o índice prepara uma abertura em alta ligeiramente acima do intervalo de referência (3115/23) que define o nosso bias. O gráfico horário parece também estar a desenhar uma divergência negativa, pelo que a incapacidade para aguentar os 3123 pode reforçar a ideia defendida nas últimas notas. Sugerimos então uma reentrada com um trigger de venda @ 3121 e como stop iremos usar os 3131. Definimos um objectivo nos 3071 e iremos assumir apenas 1/16 do risco máximo, como tem sido hábito. Análise Anterior: S&P500 @ 3103 O índice continua acima da linha de tendência superior do megafone, colocando em causa a validade da figura. O S&P500 deu ontem vários sinais de fraqueza, culminando na quebra dos 3127 (que despoletou o nosso trigger de entrada). Mantemos um bias negativo abaixo do intervalo 3115/23. Numa óptica de trading continuamos a ver como expectável o teste aos 2962/95, mas para já faz sentido defender um teste ao breakout nos 3028. Também neste caso ajustámos o stop para o breakeven e mantemos o objectivo nos 3026. Disclaimer O presente documento é privado e confidencial, tendo sido preparado pelo Banco Invest, S.A. (“Banco Invest”). A informação contida neste documento tem carácter meramente informativo, sendo divulgada como mera ferramenta de apoio, não podendo desencadear, ou justificar, qualquer acção ou omissão, sustentar qualquer operação, nem substituir qualquer aferição ou julgamento próprios dos destinatários, sendo estes inteiramente responsáveis pelos actos e omissões que adoptem, bem como por toda e qualquer operação efectivada e relacionada, ainda que indirecta e remotamente, com o conteúdo do presente documento. Adverte-se, igualmente, os destinatários para o facto de este documento ter sido elaborado utilizando informação económica e financeira disponível ao público, e considerada fidedigna, não garantindo o Banco Invest a sua total precisão, sendo o seu conteúdo e as respectivas fontes susceptíveis de alteração em função de um qualquer factor que modifique os pressupostos que serviram de base à apresentação dos mesmos. O Banco Invest não assume, assim, qualquer responsabilidade por quaisquer eventuais danos ou prejuízos resultantes, directa ou indirectamente da utilização da informação referida neste documento, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir. Mais se adverte que a presente informação não foi elaborada com nenhum objectivo específico e concreto de investimento, não assumindo o Banco Invest qualquer obrigação de resultado. Ademais, declara-se não existirem quaisquer situações de conflitos de interesses tendo por objecto, por um lado, o título e/ou emitente a que se reporta o presente documento e, por outro lado, o autor do presente documento ou o Banco Invest. O Banco Invest, ou os seus colaboradores, poderão deter, a qualquer momento, uma posição sujeita a alterações, em qualquer título referido neste documento. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste documento, sem autorização prévia do Banco Invest.
05.12.2019 17:08
Alocação de Activos
Como combinar todas as opções de investimento
O que é a alocação de activos? Os mercados financeiros oferecem um leque bastante alargado de alternativas de investimento, todas com diferentes características em termos de rendibilidade e risco. O processo pelo qual o investidor combina todas estas alternativas - acções, obrigações, imobiliário e aplicações sem risco - é conhecido por Alocação de Activos. Este processo é função: - dos objectivos definidos para o investimento - da tolerância ao risco - horizonte temporal do investimento Na literatura financeira, a importância da Alocação de Activos encontra-se bem fundamentada. Por exemplo, segundo Ibbotson e Kaplan (2000), a Alocação de Activos é responsável por 90% da volatilidade da rendibilidade de uma carteira de investimento (ou fundo); por 40% da diferença de rendibilidade entre duas carteiras de investimento; e, cerca de 100% da rendibilidade de uma carteira de investimento. Mesmo para investidores que considerem apenas uma classe de activos (eg, acções), a alocação sectorial é o principal driver de performance, em detrimento do market timing e do stock picking. Para melhor visualizar a importância desta questão, atente-se no seguinte mapa. Conforme é possível verificar, nenhuma classe de activos1 (das consideradas neste exemplo) mantém, com consistência, as melhores ou piores performances ao longo do período analisado. Anos de bons desempenhos são sistematicamente seguidos de anos de fracas (ou negativas) rendibilidades, facto que, conjugado com a tendência para os mercados valorizarem ao longo do tempo, sustenta a relevância de uma correcta Alocação de Activos na prossecução dos objectivos de investimento. Com efeito, a construção de uma carteira diversificada é condição fundamental para a optimização do binómio risco-retorno, na medida em que torna a carteira menos vulnerável ao desempenho diferenciado, ao longo dos vários ciclos económicos, das diferentes classes de activos. Rendibilidade anuais por classes de activos, entre Jan-90 e Dez-18 1. Acções: MSCI Daily TR Net World Equity (Eur); Obrigações: Barclays Capital Global Aggregate Bond Index (Eur); Commodities: S&P GSCI Official Close Index TR (Eur); Imobiliário: FTSE EPRA/NAREIT Developed Real Estate Index (Eur); e Monetário: Euribor 1 mês.
05.12.2019 11:27
Mais prudência no arranque de 2020
Opinião
A economia mundial está a abrandar, mas os bancos centrais estão, preventivamente, a baixar as taxas de juro, na expectativa que tais cortes conjugados com outras medidas de estímulo monetário permitam uma estabilização das condições económicas. Nos EUA, a Reserva Federal (Fed) voltou a baixar as taxas de juro para o intervalo 1,50%-1,75% (no início do ano estava nos 2,25%-2,50%) e, na Zona Euro, o Banco Central Europeu (BCE) cortou a taxa de juro directora para os -0,5% (!), e avançou para um novo programa de compra de activos. De forma a não penalizar tanto a banca, foi ainda anunciado um sistema de tiering, que prevê taxas de juro diferenciadas (por escalões) para os diferentes bancos da Zona Euro. Nos mercados financeiros persiste a aparente contradição entre os mercados obrigacionistas e accionistas: nos primeiros, as yields de dívida pública permanecem perto dos mínimos, descontando uma desaceleração económica, enquanto os principais índices accionistas registam valorizações significativas, apesar da deterioração das respectivas métricas de avaliação. Ou seja, apesar dos receios quanto a uma recessão económica global, as acções continuam suportadas pela recente descida das taxas de juro e das yields das obrigações de dívida pública. Neste contexto, a alocação de activos recomendada inicia o quarto trimestre underweight tanto em acções como em obrigações, e overweight em liquidez, e sem grandes alterações relativamente ao final de Junho passado. Com efeito, faz sentido reduzir um pouco o risco nas carteiras, realizando parte dos ganhos acumulados na subida dos últimos meses e diversificando por sectores de menor beta, como o farmacêutico e as infra-estruturas. As avaliações dos mercados accionistas não estão muito elevadas, em especial na Europa e nos mercados emergentes, e continuam suportadas pelas baixas yields das obrigações. Paradoxalmente, actualmente os investidores parecem comprar obrigações para ganhar no preço, e compram acções pelo rendimento (dividendos). Pelo caminho, a volatilidade permanece baixa, com os mercados aparentemente confortáveis com a incerteza reinante. Ou seja, numa altura em que os investidores têm sido ‘empurrados’ para activos com mais risco na procura por rendibilidades superiores, uma súbita mudança do sentimento, derivada por uma deterioração das condições económicas e dos resultados das empresas poderá despoletar um aumento da volatilidade. Neste cenário, a liquidez será útil, não só para conter a volatilidade das carteiras como também para aproveitar para reforçar posições a preços mais atractivos. Bolsa Mundial Apesar do bom desempenho dos mercados financeiros em 2019, as avaliações dos mercadosaccionistas não estão muito elevadas, em especial na Europa e nos mercados emergentes. Fonte: Bloomberg e Banco Invest. Rendibilidades em euros até 31 de Outubro de 2019 Forbes Portugal - Dezembro de 2019
05.12.2019 10:23
Invest Outlook
2020
O ano de 2019 veio relembrar os investidores da importância do investimento a médio e longo prazo e, em particular, a importância de “não sair totalmente do mercado” em períodos de correção, como o último trimestre de 2018. A recuperação foi significativa, observável nas diferentes classes de activos, e suportada pelos bancos centrais, que pressionaram ainda mais as taxas de juro e impulsionaram as valorizações e avaliações dos activos com maior risco. Assim, o ano de 2020 inicia-se num contexto (ainda) mais desafiante: a economia está a crescer, mas pouco; os activos com menos risco não oferecem rendibilidade; e, as avaliações dos activos com risco estão mais elevadas. Simultaneamente, a incerteza geopolítica permanece elevada, com várias questões em aberto, desde o impacto económico do Brexit às guerras comerciais, passando pelas eleições presidenciais nos Estados-Unidos. As rendibilidades em 2020 deverão ser mais baixas do que as registadas este ano e a volatilidade é esperada aumentar, à medida que se avança no ciclo económico. Fonte: Bloomeberg. Rendibilidades até 29-Nov-19. O ano de 2019 ficará na memória dos investidores como um dos melhores desde há muito tempo, com retornos significativos nas várias classes de activos. Na base da recuperação da confiança estiveram a diminuição dos receios de uma recessão económica, que tinham sido exacerbados em Agosto com a inversão da yield curve norte-americana, a perspectiva de acordos para o Brexit e para a disputa comercial entre os Estados-Unidos e a China e, sobretudo, a pronta inflexão da política monetária da Reserva Federal (FED), que não só interrompeu as subidas de taxas de juro de 2018 como as cortou por três vezes ao longo deste ano. Na Zona Euro, também o Banco Central Europeu (BCE) aumentou a medidas expansionistas, com o anúncio de mais compras de títulos e mais um corte de taxas de juro. Ainda assim, apesar do suporte dos bancos centrais, a incerteza permanece elevada. Por um lado, a economia mundial registou um abrandamento sincronizado em 2019 e os últimos indicadores sugerem que em países como a Alemanha, a China e o Japão a actividade industrial continua a contrair. Por outro, mesmo com um provável acordo (“phase-one deal”) entre os Estados-Unidos e a China, a tensão entre as duas superpotências é pouco provável diminuir, considerando estar em causa muito mais do que uma questão comercial. Num cenário de crescimento económico moderado e inferior à média de longo prazo, as taxas de juro permanecerão baixas, suportando os activos com risco, nomeadamente as Acções. As rendibilidades, contudo, serão mais baixas que as registadas em 2019, e a volatilidade deverá aumentar. Nas Obrigações, a dívida pública, em particular a europeia, oferece pouco valor, e o potencial de compressão de spreads de crédito assemelha-se reduzido. Numa óptica de risco-retorno, a Alocação de Activos recomendada continua a favorecer as Acções e Liquidez, esta última como forma de acomodar o esperado aumento da volatilidade nos mercados financeiros. Cenário macroeconómico e taxas de juro De acordo com as últimas estimativas oficiais, o crescimento da economia mundial registou um forte abrandamento em 2019, para os 2,9%, face aos 3,6% do ano anterior. A diminuição da actividade industrial e do comércio internacional estiveram na base desta desaceleração sincronizada, reflectindo a guerra comercial entre os Estados-Unidos e a China e o consequente impacto na confiança e no investimento. Adicionalmente, as tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Ásia elevaram a incerteza política e acrescentaram à fragilidade da economia global. Porém, a pronta acção dos bancos centrais, nomeadamente do norte-americano e do europeu, com o corte de taxas de juro e a adopção de novos estímulos monetários, preveniu, para já, um abrandamento mais pronunciado e, inclusive, permitiu perspectivar alguma recuperação em 2020. Com efeito, as estimativas oficiais apontam para um crescimento de 3,1% no próximo ano, e de 3,4% em 2021 e 2022. Apesar da recuperação, estes valores estão abaixo da média dos últimos 40 anos. Nos Estados-Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá registar um crescimento real de 2,0% em 2019, menos 0,3 pontos percentuais (pp) que no ano anterior. O actual período de expansão é o mais longo de que há registo, mas o ritmo de crescimento está a diminuir, em parte devido ao aumento das tarifas comerciais sobre os produtos importados, às tensões comerciais com os principais parceiros económicos e à diminuição do impacto dos estímulos fiscais. Neste contexto de crescimento económico modesto, a taxa de inflação deverá permanecer relativamente benigna, em torno dos 2%, permitindo à FED manter uma política monetária acomodatícia e, dessa forma, prolongar o já longo actual ciclo económico. Por sua vez, a taxa de desemprego mantém-se muito baixa (em torno dos 3,5%), sustentando o consumo privado, um dos principais motores da economia norte-americana. Fonte: Bloomeberg. PMI - Purchasing Managers Index: Índice elaborado pela Markit, considerado um indicador de referência para medir a confiança dos agentes económicos, reflectindo a actividade nos sectores industrial e de serviços. Um valor acima de 50 pontos significa expansão da actividade e, pelo contrário, um valor inferior a 50 pontos significa contração da actividade económica. Na Zona Euro, a economia deverá crescer 1,2% no próximo ano, sem alteração relativamente a 2019. A actividade económica tem sido negativamente afectada pela falta de estímulos fiscais e pela guerra comercial entre os Estados-Unidos e a China, factores que deverão persistir ao longo de 2020. Na Alemanha os efeitos das tensões comerciais são particularmente visíveis nos sectores industrial e exportador, levando a uma forte revisão em baixa do crescimento esperado, para os 0,5% e 0,8%, em 2019 e 2020, respectivamente. Em Itália, a nova coligação política no governo parece disponível para uma interação mais construtiva com a União Europeia mas a incerteza política continua elevada, penalizando o investimento e o crescimento (0% e 0,5%, em 2019 e 2020, respectivamente). Por sua vez, na Península Ibérica, o crescimento económico é esperado manter-se mais resiliente e superior à média da Zona Euro. Em 2019, Portugal e Espanha deverão crescer 2,1% e 2,0%, e em 2020 espera-se uma ligeira desaceleração para os 1,8% e 1,6%, respectivamente. Em termos gerais, a economia da Zona Euro continua a debater-se com vários desafios, com destaque para a falta de uma união fiscal1. Enquanto a união monetária não for acompanhada por uma união fiscal, os desequilíbrios entre os países do centro e da periferia tenderão a persistir e, em última análise, a penalizar o crescimento económico. Fonte: FMI (Outubro 2019), OCDE (Novembro 2019) e Comissão Europeia (Novembro 2019). As economias emergentes e em desenvolvimento, de acordo com as últimas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), deverão crescer, em média, 3,9% em 2019, bem abaixo das previsões iniciais de 4,7%. Para 2020, o FMI espera uma aceleração para os 4,6%, com base no desanuviamento das tensões comerciais e na recuperação do investimento. Deste modo, a contribuição destes países para o crescimento da economia mundial continuará a aumentar, sendo mesmo o principal motor do crescimento global. No final de 2019, os países emergentes e em desenvolvimento são responsáveis por cerca de 60% do crescimento global, o que compara com 43% no início do milénio. Na China, a economia é esperada crescer 5,8% em 2020 (6,1% em 2019), à medida em que prossegue a transição de um modelo assente nas exportações para um modelo baseado no consumo e nos serviços. Tal como referido atrás, um dos principais detractores do crescimento em 2019 foi a guerra comercial com os Estados-Unidos, o que, na nossa opinião, se prolongará ao longo de 2020. Com efeito, o Presidente Trump terá interesse em manter a tensão com a China até às eleições presidenciais (Novembro de 2020), mobilizando o seu eleitorado e evocando uma vitória, e, do lado chinês dificilmente será aceite um acordo que prejudique as suas ambições estratégicas de longo prazo. Contudo, as autoridades chinesas deverão utilizar as ferramentas fiscais e monetárias de que dispõem para contrabalançar os efeitos negativos em termos de comércio externo. Fonte: Bloomberg, FMI. Na Índia, as estimativas apontam para um crescimento de 6,4% em 2020, o que significa uma aceleração relativamente a 2019. A economia indiana abrandou significativamente durante este ano, penalizada tanto pelo consumo como pelo investimento. Porém, tal como na China, são esperadas políticas fiscais e monetárias que estimulem a actividade económica no próximo ano. Na América Latina, o Brasil deverá crescer 1,7% no próximo ano, acelerando face aos 0,8% registados em 2019. Na base da esperada recuperação estão a reforma do sistema de segurança social, assim como a progressiva desregulação e privatização da economia. A transição de uma economia ‘estatal’, financiada pelo banco nacional de desenvolvimento, para uma economia mais orientada para o mercado, assim como a crescente inclusão financeira da população, são processos que contribuirão igualmente para a recuperação da economia brasileira. Concluindo, apesar da incerteza quanto à evolução da economia mundial ser relativamente elevada, os últimos indicadores, nomeadamente os índices PMI, apontam para alguma estabilização das condições económicas. Para tal, os bancos centrais preparam-se para retomar a expansão dos seus balanços, em particular a FED: no final de Outubro deste ano, o total do balanço da FED ascendia a 4.000 mil milhões de USD, mais 260 mil milhões de USD relativamente ao final de Agosto passado. Fonte: Bloomberg. Moeda local. Valores em 31-Out-19 Por outro lado, as expectativas para a taxa de inflação mantêm-se igualmente baixas, suportando o movimento dos bancos centrais e os recentes cortes de taxas de juro. Na Zona Euro e no Japão, a taxa de inflação permanece bem abaixo do objectivo de 2%, enquanto é esperada diminuir na China e em outros países emergentes. Nos Estados-Unidos, a inflação situa-se nos 1,8%, pelo que a FED deverá manter as taxas de juro inalteradas, pelo menos no primeiro trimestre de 2020. Fonte: Bloomberg. Taxas de juro para Swaps 5y5y (medida habitual para as expectativas do mercado para a taxa de enflação). Alocação de Activos O cenário de crescimento económico mundial moderado e baixas taxas de juro, na nossa opinião, mantém-se favorável para as classes de activos com risco, nomeadamente as Acções e a dívida privada High Yield. As rendibilidades em 2020, contudo, deverão ser mais baixas que as registadas este ano, e a volatilidade é esperada aumentar, reflectindo a incerteza geopolítica que persiste e que condiciona a confiança e o investimento. Acções Ao longo de 2019, as métricas de avaliação, nomeadamente os múltiplos de resultados (price-to-earnings, PE) deterioraram-se por via da forte subida dos preços e do crescimento nulo dos resultados das empresas. Com efeito, as acções transacionam com um PE de 20x, tanto nos Estados-Unidos como na Europa, bem acima dos 16,5x e 15,8x observados no início deste ano. Porém, na medida em que as tensões geopolíticas se mantenham controladas e a guerra comercial entre os Estados-Unidos e a China não escale, o sentimento empresarial deverá melhorar e contribuir para a recuperação da actividade industrial e dos resultados das empresas. Neste cenário, os PE Forward 12M caem para os 17,3x (Estados-Unidos) e 14,3x (Europa). Um dos aspectos que suportou a forte subida das acções nos últimos anos foi a melhoria das margens operacionais das empresas. Desde o final da crise financeira global, as margens das empresas recuperaram significativamente devido, sobretudo, à redução dos custos, incluindo financeiros (juros de dívida) e salariais. Embora não se antecipe, tal como referido atrás, uma subida significativa das taxas de juro em 2020, os salários evidenciam alguma recuperação, em particular nos Estados-Unidos, pelo que esta métrica (margens operacionais), mais do que os resultados esperados será um indicador importante a monitorizar ao longo do próximo ano. Fonte: Bloomberg. De qualquer forma, mesmo admitindo que as estimativas de resultados para o próximo ano possam ser demasiado optimistas, o ‘caso’ para as acções mantém-se moderadamente positivo considerando que os prémios de risco (diferencial entre as earnings yield e as yield das obrigações de dívida pública) continuam interessantes, em especial na Europa e nos mercados Emergentes. Nos Estados-Unidos, as avaliações estão mais elevadas (prémio de risco mais baixo), pelo que adoptamos uma posição mais cautelosa neste mercado. Fonte: Bloomberg. Banco Invest. ERP's calculados com base nos 12 months fowards earnings. Valores em 29-Nov-19. Sectorialmente, mantemos a preferência por quatro principais temas de longo prazo: Segurança, Demografia e Saúde, Infraestruturas e Inovação Tecnológica. A Segurança impacta todos os aspectos da vida, incluindo a segurança dos governos e infraestruturas públicas, das empresas e das pessoas, sendo igualmente transversal em termos sectoriais, indo desde a alimentação à tecnologia, passando pela segurança física. A população, em especial nos países desenvolvidos, está a envelhecer, criando mais oportunidades para as empresas que actuam no sector Farmacêutico e da Saúde, em geral. Por outro lado, nos países emergentes, o crescimento da classe média potencia igualmente a procura por melhores cuidados de saúde. Por sua vez, com as Infraestruturas procura-se exposição ao tema da crescente urbanização e a todos os investimentos necessários para a expansão das megacidades. Estes investimentos distribuem-se em áreas como as Telecomunicações, Energia e Utilities, e Transportes. Estes sectores são igualmente, na nossa opinião, interessantes na fase actual do ciclo económico, considerando o carácter relativamente estável e defensivo dos seus negócios. Por fim, a Tecnologia. A revolução digital e tecnológica está em curso, transformando a forma como se vive, trabalha e comunica, num processo contínuo de inovação. As avaliações destas empresas continuam acima da média do mercado, mas o crescimento esperado também se espera superior ao crescimento da economia mundial. Fonte: Bloomberg. Banco Invest. ERP - Equity Risk Premium (prémios de risco). Valores em 29-Nov-19. Concluindo, as carteiras iniciam o ano de 2020 ‘neutrais’ (relativamente ao benchmark estratégico interno) nos mercados accionistas norte-americano, e ligeiramente underweight nos mercados europeus. Apesar das avaliações atractivas (dividend yields elevadas, price-earnings mais baixos e prémios de risco superiores), ainda não se vislumbra na Europa um ponto de inflexão económico e político. Nos mercados emergentes mantemos a posição de overweight, em particular na Ásia, onde as acções deverão beneficiar de mais estímulos fiscais na China e na Índia. Outlook Acções: Neutral  - Estados-Unidos: Neutral  - Europa: Underweight  - Emergentes: Overweight  Obrigações Tal como referido, no nosso cenário central a economia mundial registará um crescimento moderado em 2020, em torno dos 3%, e a taxa de inflação manter-se-á na ordem dos 2%. Neste contexto, os bancos centrais tenderão a prosseguir políticas monetárias acomodatícias, embora condicionadas à evolução dos indicadores (nomeadamente da inflação). Assim, as taxas de juro e as yields das obrigações de dívida pública deverão permanecer historicamente baixas, sem grande potencial de ganhos em termos de preço (diminuição das yields). Como tal, nas carteiras mantemos uma posição underweight em Dívida Pública, em particular na Zona Euro onde uma grande percentagem das yields permanece em território negativo. Nos Estados-Unidos, contudo, mantemos a posição em Treasuries (aberta no quarto trimestre de 2018) numa óptica de cobertura de risco, no caso ocorrer algum tipo de turbulência nos mercados accionistas. Outlook Obrigações: Underweight  - Dív. Pública Euro: Underweight  - Dív. Pública EUA: Overweight  - Dív. Híbrida (IG): Overweight   - High Yield: Overweight  - Dív. Emergente: Overweight Fonte: Bloomberg. Valores em 29-Nov-19 Na componente de Dívida Privada, apesar da redução realizada ao longo de 2019, mantemos alguma exposição ao segmento de High Yield (HY) global. Na nossa opinião, o actual cenário de crescimento económico moderado e baixas taxas de juro continua favorável para estas empresas, as quais continuam a registar fundamentais positivos e baixas taxas de default. Os spreads de crédito encontram-se, contudo, abaixo da média histórica, pelo que a rendibilidade esperada para esta classe de activos é inferior à registada em 2019, e mais em torno das actuais yields de mercado (ou seja, ganhos limitados em termos de preço e uma rendibilidade mais em linha com as yields actuais). Por sua vez, no segmento de Investment Grade (IG) mantemos a exposição a dívida híbrida (Hybrid Corporate Bonds, excl-Financials). Na nossa opinião, a dívida Investment Grade senior encontra-se em níveis pouco atractivos a prazo e com um risco de taxa de juro significativo (duration risk); em alternativa, para um risco de crédito semelhante, as obrigações híbridas permitem rendibilidades superiores, embora com mais volatilidade e correlação com os mercados accionistas. Para efeitos de comparação, na Zona Euro, os spreads de crédito de obrigações investment grade subordinadas situam-se nos 210 bp, enquanto que nas senior se ficam pelos 50 bp. Por fim, mantemos a exposição a Dívida Emergente, em moeda local. Na nossa opinião, estas economias continuarão a registar taxas de crescimento, em média, muito superiores às das economias avançadas, suportadas por factores estruturais como a demografia, urbanização e crescimento da classe média, o que combinado com taxas de juro mais baixas nos Estados-Unidos e negativas na Zona Euro, permitindo uma alternativa interessante no espectro das obrigações. Fonte: Bloomberg. Índices Barclays Aggregate (Corp, HY, Govt). Por fim, resultado da posição neutral em Acções e underweight em Obrigações, a alocação de activos recomendada inicia o ano overweight em Liquidez. Sendo certo que rendibilidade é reduzida, a Liquidez é descorrelacionada das restantes classes de activos, permitindo acomodar o esperado aumento da volatilidade nos mercados financeiros. Neste sentido, as posições em Acções, High Yield e Dívida Híbrida são contrabalançadas com Liquidez, diminuindo a volatilidade global da carteira e permitindo o reforço das posições em caso de uma correcção dos mercados. Em termos cambiais, mantemos uma exposição ligeiramente overweight em USD e NOK (coroas norueguesas), numa perspectiva de cobertura de risco, e em moedas emergentes, através de obrigações destes países. Os diferenciais entre as taxas de juro destas moedas face ao Euro continuam interessantes o que, na nossa opinião, continuará a fornecer suporte às mesmas. Outlook Liquidez: Overweight  - Euro: oVerweight  - USD: Overweight  - NOK: Overweight   - Emergente: Overweight Fonte: Bloomberg. Concluindo, o ano de 2019 veio relembrar os investidores da importância do investimento a médio e longo prazo e, em particular, a importância de “não sair totalmente do mercado” em períodos de correção, como o último trimestre de 2018. A recuperação foi significativa, observável nas diferentes classes de activos, e suportada pelos bancos centrais, que pressionaram ainda mais as taxas de juro e impulsionaram as valorizações e avaliações dos activos com maior risco. Assim, o ano de 2020 inicia-se num contexto (ainda) mais desafiante: a economia está a crescer, mas pouco; os activos com menos risco não oferecem rendibilidade; e, as avaliações dos activos com risco estão mais elevadas. Simultaneamente, a incerteza geopolítica permanece elevada, com várias questões em aberto, desde o impacto económico do Brexit às guerras comerciais, passando pelas eleições presidenciais nos Estados-Unidos. Deste modo, a diversificação será fundamental, combinando posições com maior risco e rendibilidade esperada, como é o caso das Acções e da Dívida Privada, com posições de menor risco e retorno, como a Liquidez. Entre as Acções, será igualmente importante conjugar sectores de maior beta com outros de menor sensibilidade aos ciclos económicos. As rendibilidades em 2020 deverão ser mais baixas do que as registadas este ano e a volatilidade é esperada aumentar, à medida que se avança no ciclo económico. Fonte: Bloomberg. EPU - Economic Policy Uncertainty Index Paulo Monteiro Redigido em 02 de Dezembro de 2019 Cotações em 29 de Novembro de 2019 Revisão das "Convicções para 2019" o que dissemos à 1 ano atrás   ........  o que aconteceu        “(…) o crescimento da economia mundial deverá abrandar, dos 3,7% este ano (2018), para os 3,5%, em 2019, em linha com a média de longo prazo”.    Ao longo do ano, as estimativas de crescimento económico foram sendo sucessivamente revistas em baixa, num movimento de abrandamento global sincronizado. De acordo com as últimas previsões de fontes oficiais, a economia mundial deverá crescer 2,9% em 2019, abaixo dos 3,6% registados em 2018 e ao ritmo mais baixo desde a crise financeira global. Na base desta desaceleração esteve, sobretudo, a tensão comercial entre os Estados-Unidos e a China, que retraiu o comércio internacional, o investimento e a actividade industrial.         “(Nos Estados-Unidos), a taxa de inflação é esperada permanecer relativamente estável nos 2,4%-2,5%. Uma subida inesperada e persistente desta variável poderá forçar a FED a aumentar as taxas de juro mais do que actualmente esperado (duas subidas em 2019)…”.    No final de Outubro de 2019, a taxa de inflação nos Estados-Unidos situava-se nos 1,8%. Excluindo os custos com alimentação e energia, a taxa de inflação era de 2,3%. A diminuição da taxa de inflação ao longo do ano, combinada com o abrandamento económico global, incluindo da actividade industrial norte-americana, levou a FED a prontamente inverter a sua política monetária, cortando por três vezes a taxa de juro, para o actual intervalo 1,50%-1,75%, contra a expectativa geral do mercado no final de 2018.         “As economias emergentes e em desenvolvimento, (…), deverão crescer, em média, 4,7%, em 2019. A dispersão entre estes países permanece, contudo, elevada”.    De acordo com as últimas estimativas, as economias emergentes e em desenvolvimento deverão crescer, em média, 3,9% em 2019, muito abaixo da previsão inicial de 4,7%. O abrandamento foi generalizado pelas várias geografias e regiões. Entre as maiores economias, o Brasil deverá crescer menos de 1% este ano, e a Índia é esperada expandir 5,8%, contra os esperados 7,4% no início do ano, penalizada pela incerteza em torno da regulamentação corporativa e ambiental, e da saúde do sector financeiro indiano. Por sua vez, a China deverá crescer 6,1% em 2019, ligeiramente abaixo dos inicialmente previstos 6,2%.         “(…) num cenário de resultados das empresas robustos, taxas de juro e taxas de default ainda baixas, mantemos a exposição a esta classe de activos (crédito), em particular ao High Yield”.    Medidas pelo índice Bloomberg Barclays Global High Yield Total Return (Eur Hedged), as obrigações de dívida privada High Yield registaram uma rendibilidade total (preço e cupões) de 7,7% em Eur (Hedged).         “Em termos de Dívida Pública, a recente subida das yields dos Treasuries norte-americanos abre a oportunidade para adicionar alguma protecção às Carteiras, útil para o caso da economia abrandar mais do que o esperado”.    A rápida reacção dos bancos centrais, em particular da FED, aos sinais de abrandamento económico, traduziu-se numa pronunciada inversão de expectativas relativamente à evolução das taxas de juro em 2019. Com efeito, a FED acabou por cortar por três vezes as taxas de juro ao longo do ano e a yield dos Treasuries a 10 anos caiu dos 2,68% para os 1,78%. Assim, em termos médios, medida pelo índice Bloomberg Barclays US Treasury TR, a rendibilidade dos Treasuries ascendeu a 7,5%, em USD.         "Para os investidores com menor aversão ao risco, a Dívida Emergente pode ser uma alternativa interessante de diversificação, em especial em moeda local, após as forte correcções registadas durante este ano (2018) em algumas moedas emergentes”.    A par com a recuperação da generalidade das classes de activos com risco e espelhando a procura generalizada por yields superiores, num mundo de taxas de juro cada vez mais baixas nos mercados desenvolvidos, o índice Bloomberg Barclays EM Local Currency Government TR (Unhedged Eur) subiu 10,4%, em 2019.         “(…) as avaliações dos mercados accionistas melhoraram de forma assinalável nos últimos meses, após as quedas de Outubro (de 2018)”.    As quedas registadas no último trimestre de 2018, combinadas com a recuperação dos resultados das empresas no mesmo ano, colocaram, no início de 2019, as avaliações dos principais mercados mundiais em níveis relativamente confortáveis, sobretudo quando comparadas com as taxas de juro e avaliações das obrigações de dívida privada. Assim, suportadas por baixas taxas de juro, bancos centrais proactivos e perspectivas de diminuição das tensões comerciais entre os Estados-Unidos e a China, os mercados accionistas registaram ganhos assinaláveis em 2019: o índice S&P-500 subiu 25,3%, fazendo máximos históricos sucessivos, e, na Europa, os índices EuroStoxx-50 e Dax-30 valorizaram 23,4% e 25,4%, respectivamente. Por sua vez, os mercados emergentes valorizaram em média 7,7%, em Usd, medidos pelo índice MSCI Emerging.         “Sectorialmente, na Europa, os bancos parecem demasiadamente descontados, com avaliações muito baixas. (…) Nos Estados-Unidos, a correcção do sector tecnológico pode criar oportunidade de entrar ou reforçar posições em empresas líderes mundiais e com potencial de crescimento. Em termos globais, sectores como o farmacêutico, telecomunicações e o da segurança, incluindo tecnológica, parecem igualmente interessantes”.   O cenário de taxas de juro negativas na Zona Euro, conjugado com a crescente concorrência das fintechs, afigura-se muito difícil para a generalidade dos bancos europeus. Ainda assim, apesar da underperformance, o ano foi positivo para o sector, com uma valorização média de 3,8%. Mais expressivos foram os ganhos nos sectores tecnológico (40,3%), telecomunicações (23,3%) e farmacêutico (17,5%), medidos pelos índices sectoriais do MSCI World (em Usd). Por sua vez, o sector da Segurança valorizou 35,5% (em Eur), medido pelo fundo Pictet Security.         “Nos mercados cambiais, num cenário de inflação contida nos Estados-Unidos, o fim do ciclo de subida das taxas de juro pela FED, poderá significar uma correcção do USD (…). Por sua vez, as moedas emergentes, após as fortes quedas registadas (em 2018), serão as principais beneficiárias da possível correcção do USD.”.    Apesar da diminuição do diferencial das yields a 2 anos entre os Estados-Unidos e a Zona Euro (um dos principais drivers da cotação do Eur/Usd), dos 2,84%, no final de 2018, para os 1,96%, o dólar norte-americano voltou a apreciar face ao Euro, terminando o mês de Novembro nos 1,1018, suportado pelo maior crescimento económico dos EUA e pelo abrandamento da actividade industrial na Zona Euro. Por sua vez, as moedas emergentes, medidas pelo índice MSCI Emerging Markets Currency, recuperaram 5% (em Euros). Paulo Monteiro Redigido em 02 de Dezembro de 2019 Cotações em 29 de Novembro de 2019
05.12.2019 09:21
Análise Técnica
DAX30 | EUROSTOXX50 | S&P500
DAX30 @ 13065 O DAX reagiu negativamente aos máximos de Maio de 2018. A resistência é importante e negociável. A quebra do intervalo 13156/91 reforça e muito a nossa expectativa. Este intervalo define agora o nosso bias . Numa óptica de trading e relembrando o último ajuste no plano, sugerimos uma entrada com um trigger de venda @ 13214. Neste momento e depois da quebra de ontem, o stop já deverá estar colocado no breakeven . Mantemos os 12314 (junto à exponencial dos 200 dias) como o objectivo para este plano. Eurostoxx50 @ 3642 A reacção no intervalo 3680/3715 pode ser determinante para as próximas semanas. Mantemos algumas reservas nestes níveis. A quebra dos 3680 trouxe o teste esperado ao breakout do "megafone" que temos vindo a monitorizar. O nosso bias será definido pela direcção que o preço tomar ao sair do intervalo 3623/3735, de qualquer forma, abaixo dos 3680, o índice está em risco de revalidar a importância do "megafone" (e do seu target - abaixo dos 3200), ou pelo menos em risco de testar a exponencial dos 200 dias... S&P500 @ 3103 O índice continua acima da linha de tendência superior do megafone, colocando em causa a validade da figura. O S&P500 deu ontem vários sinais de fraqueza, culminando na quebra dos 3127 (que despoletou o nosso trigger de entrada). Mantemos um bias negativo abaixo do intervalo 3115/23. Numa óptica de trading continuamos a ver como expectável o teste aos 2962/95, mas para já faz sentido defender um teste ao breakout nos 3028. Também neste caso ajustámos o stop para o breakeven e mantemos o objectivo nos 3026. Disclaimer O presente documento é privado e confidencial, tendo sido preparado pelo Banco Invest, S.A. (“Banco Invest”). A informação contida neste documento tem carácter meramente informativo, sendo divulgada como mera ferramenta de apoio, não podendo desencadear, ou justificar, qualquer acção ou omissão, sustentar qualquer operação, nem substituir qualquer aferição ou julgamento próprios dos destinatários, sendo estes inteiramente responsáveis pelos actos e omissões que adoptem, bem como por toda e qualquer operação efectivada e relacionada, ainda que indirecta e remotamente, com o conteúdo do presente documento. Adverte-se, igualmente, os destinatários para o facto de este documento ter sido elaborado utilizando informação económica e financeira disponível ao público, e considerada fidedigna, não garantindo o Banco Invest a sua total precisão, sendo o seu conteúdo e as respectivas fontes susceptíveis de alteração em função de um qualquer factor que modifique os pressupostos que serviram de base à apresentação dos mesmos. O Banco Invest não assume, assim, qualquer responsabilidade por quaisquer eventuais danos ou prejuízos resultantes, directa ou indirectamente da utilização da informação referida neste documento, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir. Mais se adverte que a presente informação não foi elaborada com nenhum objectivo específico e concreto de investimento, não assumindo o Banco Invest qualquer obrigação de resultado. Ademais, declara-se não existirem quaisquer situações de conflitos de interesses tendo por objecto, por um lado, o título e/ou emitente a que se reporta o presente documento e, por outro lado, o autor do presente documento ou o Banco Invest. O Banco Invest, ou os seus colaboradores, poderão deter, a qualquer momento, uma posição sujeita a alterações, em qualquer título referido neste documento. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste documento, sem autorização prévia do Banco Invest.
29.11.2019 15:50
Mudanças Climáticas
Invest Trends
Talvez até seja das pessoas que faz reciclagem em casa. Ou até compra fruta biológica e está a pensar comprar um carro eléctrico. E relativamente aos seus investimentos? Qual o grau de poluição dos seus investimentos? As mudanças climáticas são um dos maiores desafios do presente e um catalisador chave da economia para os próximos anos. A transição para uma geração de energia limpa, entre outros factores, mudará a nossa maneira de produzir, consumir e investir em empresas. As inúmeras oportunidades de investimento deste tema devem-se às significativas despesas com a sustentabilidade e à adopção de medidas governamentais para atenuar os efeitos das mudanças climáticas, em especial o preço das emissões de carbono. Os incentivos governamentais têm impacto na economia e no seu ecossistema empresarial o que leva a que as empresas encontrem novas maneiras de se desenvolverem. Impacto e Oportunidades Acomodar ou limitar o impacto das alterações climáticas pode gerar boas oportunidades de investimento. Até há pouco tempo, era relativamente barato "contaminar" o meio ambiente. Novas reformas governamentais pretendem reduzir progressivamente a oferta de licanças de emissão de maneira a que em 2025 haja défice e os preços subam. Sectores mais afectados pelas alterações climáticas nos próximos 35 anos: Níveis de Oportunidade de Investimento É possível investir com consciência climática sem comprometer o objectivo de maximizar a rendibilidade da sua carteira. As mudanças climáticas criam riscos e oportunidades nas carteiras em 4 níveis: 1. Nível Físico Os riscos climáticos estão a aumentar, principalmente devido à actividade humana, sendo visíveis através de uma maior regularidade de eventos meteorológicos severos, como tempestades, inundações, secas e aumento, tanto da temperatura do planeta, como do nível da água. De acordo com o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos EUA, a frequência de condições meteorológicas extremas que provocam prejuízos superiores a 1 bilião de USD aumentaram significativamente na última década. O aumento da temperatura tem claros efeitos económicos, mesmo nos países desenvolvidos com tecnologias que permitem adaptar-se a situações mais adversas. De acordo com o estudo de 2014 de Tatyana Deryugina e Solomon Hsiang, a produtividade diária diminui 1,7% por cada aumento de 1ºC de temperatura média acima dos 15ºC. 2. Nível Tecnológico Os avanços tecnológicos e a redução dos custos com fontes renováveis apresentam uma ameaça para as actuais indústrias e para a procura de energias fósseis. Por exemplo, supondo que em 2025 se encontravam 25 milhões de automóveis eléctricos nas estradas, o equivalente a 10% dos passageiros de automóveis nos EUA, poderíamos verificar uma poupança de quase um milhão de barris de petróleo por dia, de acordo com a UK Consultant Trusted Sources. Os avanços significativos nos automóveis eléctricos, associados aos carros auto-conduzidos e às viagens partilhadas, podem desencadear uma queda na procura por automóveis tradicionais, de uma forma mais rápida do que os mercados podem esperar. A maior penetração de automóveis eléctricos pode ter um grande impacto no preço do petróleo. A energia renovável dobrou a sua participação no total global para 16% desde 2007, representando mais de metade das novas instalações. A disrupção tecnológica, impulsionada pelos esforços para reduzir as emissões de carbono está a ocorrer em todos os sectores: A disrupção tecnológica, impulsionada pelos esforços para reduzir as emissões de carbono está a ocorrer em todos os sectores: • No período entre 2013-2030, de acordo com as estimativas do Departamento de Energia dos EUA, o aumento do uso de LED’s irá reduzir o consumo de energia de iluminação em cerca de 40%. • Entre 2015-2020, de acordo com as avaliações da Goldman Sachs, a geração eólica e solar poderá adicionar tanto ao fornecimento de energia global, como fez o petróleo shale (shale oil) nos últimos 5 anos. 3. Nível Regulatório Os riscos regulatórios decorrem do aumento dos esforços para combater as mudanças climáticas. Muitos governos estão a cumprir com as suas promessas de redução de emissões e os seus objectivos-alvo podem ser aumentados ao longo do tempo. Contudo, podem surgir novos regulamentos que surpreendam os investidores, perturbando o status quo e favorecendo algumas indústrias e empresas em detrimento de outras. Mais regulamentações também aumentam o risco de falhas das empresas. Basta pensar nos recentes exemplos de escândalos que envolveram empresas automóveis pela falha de padrões de emissões teste ou nas empresas de energia que violaram a segurança e exigências ambientais, causando derrames de óleo. Por fim, o risco regulatório pode saltar inesperadamente através das fronteiras, como foi o caso do tsunami no Japão em 2011, que resultou em cortes na energia nuclear na Alemanha. 4. Nível Social  No contexto das mudanças climáticas a nível global, tanto a consciência social e empresarial, como o nível das temperaturas, têm aumentado Os últimos anos têm sido muito quentes e, de acordo com a NOAA, essa tendência tem potenciado alterações no comportamento e nas preferências das pessoas De acordo com uma pesquisa de mercado realizada pela Nielsen hoje, dois terços dos consumidores globais estão dispostos a pagar mais por uma marca sustentável   SAIBA MAIS   Disclaimer O valor do capital investido em instituições de investimento colectivo pode flutuar, em função da avaliação dos activos que integram o seu património, e mesmo não permitir recuperar o montante inicialmente investido. Alterações das taxas de câmbio entre divisas podem afectar o valor do investimento. As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 7 (risco máximo). As rendibilidades apresentadas não incluem qualquer comissão de subscrição ou de resgate e estão líquidas de todas as comissões inerentes à instituição de investimento colectivo. As rendibilidades divulgadas para prazos superiores a 1 ano só seriam obtidas caso o investimento tivesse sido feito durante a totalidade do período de referência. Às rendibilidades obtidas nas instituições de investimento colectivo de sociedades gestoras internacionais ainda será retido na fonte à taxa em vigor sobre as mais valias realizadas aquando do resgate. Os prospectos e notas informativas complementares das instituições de investimento colectivo estão disponíveis, para consulta, em www.bancoinvest.pt ou aos balcões do Banco Invest, S.A. Para o cálculo das rendibilidades são usadas as seguintes datas: - Data final: data da última cotação, de acordo com o indicado; - Data inicial: - 3 Meses: mesma data, há três meses; - Ano Corrente: 31 de Dezembro do ano anterior, ou dia útil imediatamente anterior; - 1 Ano: mesma data, no último ano; - 3 Anos: mesma data, há três anos; - 5 Anos: mesma data, há cinco anos; Para rendibilidades referentes a anos civis inteiros (2017, por exemplo), será usada como data final o dia 31 de Dezembro desse ano e como data inicial o dia 31 de Dezembro do ano anterior. No caso de a data indicada não corresponder a um dia útil, será utilizado o dia útil imediatamente anterior. O Banco Invest recebe da Sociedade Gestora uma percentagem da comissão de gestão dos fundos de investimento (e/ou de distribuição, quando aplicável), de forma a suportar os serviços prestados aos seus clientes, designadamente: - Disponibilização de ferramentas online que permitem a pesquisa, análise e comparação de fundos de investimento; - Custos de transacção, liquidação e custódia das unidades de participação/acções dos fundos de investimentos; - Divulgação de informação sobre eventos relativos aos fundos de investimento (dividendos, conversões, fusões, aquisições e liquidações); - Divulgação e actualização das cotações diárias e das rendibilidades dos fundos de investimento; - Custos inerentes à actividade geral de distribuição dos fundos de investimento (recursos humanos, infra-estruturas, tecnologia, fornecedores, documentação legal, taxas de supervisão, etc).
29.11.2019 14:43
Smart Cities
Invest Trends
As Smart Cities são centros urbanos inteligentes. Através de tecnologias e soluções de IT integram e optimizam as operações urbanas, ao mesmo tempo que se desenvolvem economicamente e potenciam a qualidade de vida dos seus habitantes. As 7 cidades mais inteligentes do Mundo Nova Iorque, Estados Unidos Amsterdão, Holanda Tóquio, Japão São Francisco, Estados Unidos Viena, Áustria Copenhaga, Dinamarca Curitiba, Brasil Fonte: Navigant Research Factores disruptivos em torno das Smart Cities - Energia Sustentável Transição para fontes renováveis, melhoria da eficiência energética e armazenamento, redes inteligentes e redução do desperdício. - Inovação na Indústria da Construção Eficiência e redução de custos através da digitalização, da conectividade, do maior uso de robótica e da melhoria de materiais e tecnologias - Alimentação Aumento do consumo de produtos frescos locais, com crescentes oportunidades em logística, rastreamento e monitorização de alimentos - Assistência Médica e Qualidade de Vida Assistência tecnológica nas tarefas diárias, monitorização da segurança e protecção, melhoria de serviços de saúde e desenvolvimento de tecnologias de estimulação mental. - Mudança nos Padrões de Trabalho Espaços de trabalho compartilhados por "nómadas digitais", novas formas de trabalho e actividades de alto crescimento em pequena escala - Centros de Armazenamento de Dados  Maior capacidade dos centros de armazenamento de dados, mais compactos e eficientes em infraestrutura, design modular, gestão e análise de big data e geração de e uso eficiente de energia - Transporte Inteligente Condução Autónoma, veículos eléctricos, car sharing e desenvolvimento de tecnologias de energia limpa  As cidades estão a modificar-se digitalmente para melhorar os aspectos ambientais, financeiros e sociais da vida urbana. As Smart Cities, ao surgirem como resposta a problemas ambientais e sociais, incidem sobre vários aspectos: - Eficiência Energética - Infra-estructuras - Redes de Distribuição - Transportes - Localização de Serviços Públicos e Privados Fonte: Bloomberg Estratégia O Trend Smart Cities constitui uma estratégia global para beneficiar com o crescimento das empresas que desenvolvem soluções mais inteligentes para os desafios colocados pelo rápido crescimento da urbanização e pelo impacto ambiental adjacente. O grande objectivo é o crescimento de capital a longo prazo, investindo em organizações altamente expostas ao tema, que exploram as tendências e contribuem para o desenvolvimento das cidades do futuro. O mercado das Smart Cities   SUBSCREVER  
28.11.2019 16:36
Invest Money Box
Crie o hábito de poupar
A maneira mais fácil de criar o importante hábito de poupar, à sua medida, com remuneração e sem custos Habitue-se a poupar, transferindo regularmente um determinado montante da sua conta do dia-a-dia para a conta poupança "Invest Money Box". É a maneira mais fácil, interessante e segura de depositar dinheiro no Banco Invest, transferindo-o sem ter de ir à sua agência. Poupe, sem custos. Vantagens: - Cria o hábito de poupar - Sem custo inicial ou de manutenção - À ordem com juro de 0,30% TANB - Sem restrição de montantes - Sem penalização por movimentação Como funciona? Através da sua conta no Banco Invest, cria um esquema de transferências regulares onde, com a regularidade escolhida, credita a sua Conta Invest Money Box com o montante que determinar. O seu dinheiro começa imediatamente a ser remunerado à taxa de juro de 0,30% TANB. E o dinheiro está sempre disponível! Se num mês tiver despesas adicionais e não puder poupar pode utilizar esta sua conta sem penalização! Faça uma simulação aqui:
28.11.2019 15:46
Stock buybacks
Opinião
"Os buybacks podem igualmente ser vistos como um sinal de falta de oportunidades de investimento pelas empresas." Em 2018, a compra de acções próprias (stock buybacks) pelas empresas constituintes do índice norte-americano S&P-500 bateu todos os recordes históricos, totalizando os 806,4 mil milhões de dólares, cerca de 3,8% do total da capitalização bolsista do índice e mais 55,3% relativamente ao ano anterior. No primeiro trimestre de 2019, o montante de buybacks ascendeu aos 205,8 mil milhões de dólares, menos 7,7% face ao último trimestre do ano passado. Ainda assim, comparando os doze meses até Março de 2019 com o período homólogo, o total de buybacks continua a crescer, atingindo os 823,2 mil milhões de dólares (mais 43,1% face ao período homólogo). De acordo com algumas estimativas, os buybacks poderão atingir 1 bilião de dólares, em 2019. Estes são valores impressionantes e que têm alimentado várias discussões tendo, inclusive, o tema entrado recentemente no debate político nos EUA, com os candidatos presidenciais de esquerda a afirmar que os buybacks inflacionam artificialmente as cotações das acções e aumentam assim a desigualdade social. Com efeito, a principal reserva dos analistas relativamente aos buybacks prende-se precisamente com o seu impacto na avaliação das acções e do mercado em geral. Ao diminuir o número de acções em circulação, os buybacks melhoram as métricas de avaliação, aumentando os resultados por acção, mesmo quando o crescimento é baixo. Por exemplo, em 2018, os resultados das empresas do índice S&P 500 registaram um crescimento de 20,2%, mas os resultados por acção subiram 21,8%. Por sua vez, no segundo trimestre deste ano, os resultados registaram uma variação homóloga de apenas 1,4%, enquanto os resultados por acção cresceram 3,9%. Ou seja, a compra de acções de próprias pode constituir uma forma rápida de melhorar a avaliação das empresas, suportando as cotações em mercado. Acresce que os investidores muitas vezes interpretam estes buybacks como um sinal de confiança das respectivas administrações no desempenho futuro das empresas, conduzindo a inflows e novas subidas de cotações. Por outro lado, os buybacks podem igualmente ser vistos como um sinal de falta de oportunidades de investimento pelas empresas. Ou seja, ao canalizar a liquidez excedentária para a compra de acções próprias, as empresas sinalizam que não encontram alternativas de investimento mais interessantes. Desde que os respectivos negócios vão crescendo, tal até poderá ser verdade. Seja como for, parece consensual o efeito positivo que os anúncios de buybacks têm no desempenho das acções em mercado: nos últimos dez anos, as empresas norte- americanas com os maiores programas de compra de acções, medidas pelo índice S&P 500 Buyback Total Return, registam um retorno anual de 15,3%, contra os 13,5% obtidos pelo índice geral S&P 500. Porém, este efeito parece estar a diminuir: nos últimos três anos, as primeiras registam uma subida anual de 12,0%, contra 13% do mercado geral. Ou seja, apesar das vantagens fiscais da compra de acções próprias, talvez os investidores comecem a desconfiar desta receita.   Forbes Portugal - Dezembro de 2019
28.11.2019 15:46
Estratégias de cobertura
Opinião
A recente divergência entre o aumento da incerteza política global e a diminuição do VIX aconselha a alguma prudência. Apesar das várias incertezas que assombram as mentes dos investidores, os mercados financeiros registam ganhos assinaláveis desde o início do ano. Os índicesnorte-americanos continuam a liderar, com ganhos entre os 15,9% e os 20,2% do S&P-500 e Nasdaq-100, respectivamente. Mais modestos, seguem os mercados europeus e emergentes, com subidas médias de 15,1% e 0,8%, medidas pelos índices EuroStoxx-50 e MSCI Emerging, respectivamente. Por sua vez, as obrigações registam ganhos de 7,3% (índice Bloomberg Barclays Global Aggregate Euro Hedged), impulsionadas pela perspectiva de abrandamento  económico e novas políticas expansionistas por parte dos bancos centrais. Pelo meio, a volatilidade tem aumentado nos últimos meses, com inúmeras (falsas) ameaças de uma correcção. Aqui chegados, e no sentido de proteger os ganhos acumulados em 2019, uma das questões que mais me têm colocado é quais as melhores estratégias de cobertura de risco e, em particular, qual a minha opinião sobre o ouro (cujo o preço já subiu 19,9%, desde o início do ano, em dólares). Revelador da minha opinião, acredito ser o nosso posicionamento nas carteiras sob gestão, incluindo o PPR: não detemos posições em ouro, preferindo em alternativa obrigações do Tesouro norte-americano (Treasuries). O ouro é uma cobertura eficaz em ambientes de subida da inflação. Tal não me parece ser o caso. A inflação permanece bastante baixa e controlada, ancorada em factores estruturais que não cabem discutir neste artigo; pelo contrário, os Treasuries tendem a ser um melhor hedge quando o panorama é de desaceleração económica, evidente na evolução recente dos índices PMI, e os bancos centrais adoptam posturas mais acomodatícias, como é o caso neste momento. Por outro lado, o ouro não liberta cash flow, ao contrário dos Treasuries. A título ilustrativo, atente-se o gráfico abaixo: desde o final de 2013, a correlação média entre o S&P-500 e os Treasuries situa-se nos -0,35 enquanto que com o ouro a correlação média é praticamente nula (+0,03). Ou seja, a correlação dos Treasuries com as acções é sistematicamente mais negativa (melhor hedge) do que a do ouro. Igualmente importante, no mesmo período, a perda máxima (maximum drawdown) no ouro foi de -45,6%, contra apenas -12,4% nos Treasuries, ambos em dólares. Forbes Portugal - Dezembro de 2019
28.11.2019 15:46
Contradições de Mercado
Opinião
As fortes quedas dos mercados accionistas durante o último trimestre do ano passado, em particular em Dezembro, foram despoletadas, sobretudo, pela perspectiva de novas subidas das taxas de juro nos EUA, pela Reserva Federal (Fed). Por sua vez, a recuperação dos mercados nos primeiros quatro meses de 2019 tiveram na base a mudança de discurso pela Fed para uma política monetária mais gradual, sinalizando uma pausa na subida das taxas de juro. À data do presente texto (início de Junho), de acordo com a Bloomberg, a probabilidade da Fed baixar as taxas de juro já em Julho ronda os 60%! A escalada da guerra comercial (ou será mais uma guerra tecnológica?) e os receios quanto ao seu impacto no crescimento económico global, têm conduzido ao aumento da volatilidade nos mercados accionistas e ao refúgio em obrigações de dívida pública. As yields a 10 anos da dívida norte-americana transaccionam agora nos 2,12%, menos 110 pontos base que no início de Outubro de 2018. Em consequência, a inclinação da yield curve, medida pelo diferencial entre as yields a 10 anos e as taxas de juro a 3 meses, inverteu para valores negativos (-0,38%). A inclinação da yield curve varia ao longo do tempo devido, em larga medida, às perspectivas dos investidores de evolução macroeconómica e política monetária nos respectivos países. Quando a expectativa é de crescimento económico e os agentes económicos esperam uma subida das taxas de juro de curto prazo por parte do banco central para fazer face a pressões inflacionistas, a yield curve apresenta inclinação positiva, isto é, as taxas de juro nos prazos mais longos são superiores às dos prazos mais curtos. Quando, pelo contrário, a perspectiva é de abrandamento económico e, consequentemente, de diminuição da taxa de inflação e política monetária mais expansiva, a inclinação da yield curve torna-se, normalmente, negativa. Assim, neste momento, há uma aparente contradição entre os mercados accionistas, que este ano registam um desempenho bastante positivo, e a evolução recente das taxas de juro, que descontam uma desaceleração económica Forbes Portugal - Dezembro de 2019
28.11.2019 15:46
Novos máximos
Opinião
Os máximos são para ser quebrados. À data em que escrevo, o índice norte-americano S&P-500 está perto do máximo histórico, nos 2940,91 pontos, após a vigorosa recuperação das igualmente fortes quedas do último trimestre de 2018. Desde o início do ano, este índice valoriza cerca de 17%, e desde o mínimo de Dezembro passado já subiu 25%. Para muitos, incluindo eu próprio, esta recuperação surpreendeu, sobretudo, pela rapidez, num cenário de abrandamento económico, conforme visível pela evolução dos índices PMI (Purchasing Managers Index). Mas, de facto, reviravoltas deste tipo são frequentes e esta foi a segunda nos últimos quatro anos. No Verão de 2015 o mercado também iniciou um período de correcção, com uma queda de 15% desde o máximo, e conseguiu recuperar completamente cinco meses após os mínimos, em Julho de 2016. Ou seja, estes períodos de maior volatilidade são comuns no mercado. Contudo, se por um lado a avaliação do mercado permanece muito semelhante (com um PE na ordem dos 19x), por outro existem três importantes diferenças relativamente a Outubro passado: o discurso da Reserva Federal (FED) é agora mais flexível, as yields a Treasuries a 10 anos caíram 70 bp, para os 2,5% e, igualmente importante, o índice PMI Manufacturing está muito abaixo do valor registado em meados do ano passado, indiciando uma potencial desaceleração da economia nos próximos trimestres. Ou seja, ao contrário da recuperação de 2016, a recente recuperação do S&P500 fez-se em clara divergência com a actividade económica, considerando como proxy o índice PMI Manufacturing. Deste modo, nas carteiras sob gestão, reduzimos ligeiramente a exposição a acções, com a tomada de mais-valias no sector financeiro europeu, ensombrado pelas taxas de juro muito baixas, e mantemos as posições em obrigações high yield (globais) e híbridas (europeias, excluindo financeiras). Como hedges, mantemos igualmente as posições em Treasuries norte-americanos e em obrigações norueguesas, cuja moeda (NOK) pode também beneficiar com a subida do preço do petróleo. Sectorialmente, reforçamos a exposição ao sector farmacêutico (via um ETF global), recentemente penalizado pelo início da campanha presidencial nos Estados Unidos e pelo ruído em torno do ‘Medicare for All’. Face à redução do peso em acções, aumentou-se a liquidez das carteiras, com o objectivo de reentrar na próxima correcção e aproveitar mais uma reviravolta do mercado. Forbes Portugal - Dezembro de 2019
28.11.2019 15:45
Volatilidade
Opinião
A forma mais simples de ganhar exposição à subida da volatilidade é através dos produtos estruturados. Um dos temas dominantes nos últimos meses tem sido o aumento da volatilidade nos mercados financeiros em geral, e nos mercados accionistas em particular. A maioria dos bancos de investimento e sociedades gestoras de activos perspectiva que a volatilidade deverá permanecer elevada em 2019, considerando factores de incerteza como guerra comercial entre os EUA e a China, o Brexit e o abrandamento económico global, com consequente impacto negativo nos resultados das empresas. Assim, julgo ser útil deixar algumas considerações sobre este importante conceito e formas de extrair valor deste hidden asset. A volatilidade é normalmente utilizada como medida de risco de um determinado activo ou investimento. Esta associação, embora pouco rigorosa, é, de facto, intuitiva, considerando que uma maior volatilidade está inerente uma maior incerteza (variância) em torno da rendibilidade esperada para o respectivo activo. Graficamente, o conceito de volatilidade é facilmente observável: por exemplo, no último ano, a volatilidade do índice S&P-500 foi relativamente baixa até Março passado, com variações diárias raramente superiores a 1%, positivas ou negativas; a partir desse mês, encontram-se várias observações superiores a 2%. Neste sentido, a volatilidade, enquanto medida de risco, reveste-se de extrema importância em várias áreas relacionadas com os investimentos, desde o processo de alocação de activos e a optimização do binómico risco-retorno, até ao pricing e avaliação de derivados, como os contratos de opções financeiras, os warrants e os produtos estruturados. A correlação entre a volatilidade e as cotações das acções tende a ser negativa. Ou seja, períodos de queda dos mercados accionistas estão associados à subida da volatilidade das acções. Assim, a volatilidade pode ser um importante factor de diversificação. Mas como investir?  Existem várias alternativas, com maior ou menor complexidade. Entre as primeiras, estão, por exemplo, as opções sobre acções ou índices accionistas, sendo possível construir estratégias para “comprar” ou “vender” volatilidade, sem exposição ao respectivo activo subjacente (delta neutral). Estes contratos de opções estão disponíveis em muitas plataformas de trading existentes no mercado. Uma alternativa intermédia, são os Exchange Traded Notes (ETN) cotados em Bolsa e que são fáceis de transaccionar. Porém, é fundamental perceber o processo de investimento destes ETN e que a sua evolução pode divergir significativamente dos índices subjacentes (como, por exemplo, o VIX). O investimento nestes ETN deve ser realizado numa óptica de muito curto prazo. Por fim, uma forma mais simples de ganhar exposição à subida da volatilidade é através dos produtos estruturados. Estes produtos geralmente garantem o capital e permitem ganhar com a valorização das acções. Quanto mais elas subirem, maior a remuneração; em caso de queda, o investimento inicial está garantido.  Forbes Portugal - Dezembro de 2019
28.11.2019 15:45
Preparar as carteiras para a volatilidade
Opinião
A recente divergência entre o aumento da incerteza política global e a diminuição do VIX aconselha a alguma prudência. À data em que escrevo (início de Março), os principais mercados accionistas registam ganhos significativos desde o início do ano. Com efeito, os índices norte-americanos S&P-500 e Nasdaq-100 sobem 12% e 14%, respectivamente, em USD, e na Europa, os índices alemão (DAX30) e francês (CAC-40) valorizam 10% e 12%, respectivamente. Na Ásia, o japonês Nikkei-225 sobe 9%, em JPY, e o mercado chinês, medido pelo índice Shangai Composite, sobe 21%, em CNY. Por sua vez, nos mercados de obrigações, os spreads de high yield diminuíram cerca de 100 pontos-base, recuperando praticamente para os valores do Verão do ano passado, antes da turbulência do último trimestre de 2018. Ou seja: apesar das várias incertezas que ainda pairam sobre os mercados, desde o Brexit à guerra comercial entre os EUA e a China, passando pela instabilidade política, por exemplo, em Itália e Espanha, os investidores parecem mais optimistas e menos avessos ao risco, conduzindo a uma expressiva recuperação dos mercados e diminuição do índice VIX, que mede a volatilidade estimada para o índice S&P-500 e que costuma funcionar como um indicador do nível de confiança dos investidores. Neste contexto,é natural que muitos se interroguem como interpretar esta rápida mudança de sentimento. Tal como tive a oportunidade de partilhar no Outlook para este ano, 2019 deverá ser um ano de aumento da volatilidade, com frequentes inversões de tendência. Apesar das avaliações dos mercados accionistas, estas não me parecerem excessivas e até são suportadas por taxas de juro reais muito baixas e resultados empresarias ainda robusto. No entanto, a recente divergência entre o aumento da incerteza política global e a diminuição do VIX aconselha alguma prudência. Deste modo, nas últimas semanas diminuímos o beta das carteiras sob gestão, com alguns ajustamentos tanto na componente accionista como obrigacionista. Na primeira, diminuiu-se o overweight no mercado brasileiro e no sector da biotecnologia, após os fortes ganhos do início do ano. Mantemos a exposição aos mercados, incluindo emergentes, mas com um foco maior na Ásia e através de instrumentos mais neutrais, como por exemplo ETF sobre índices. Por seu turno, na componente das obrigações, reduzimos a exposição às obrigações high yield, cuja correlação com os mercados accionistas pode ser elevada, e reforçámos os activos ‘risk-off’, com a compra de obrigações norueguesas. Além dos fundamentais macroeconómicos positivos e do rating AAA, a moeda norueguesa poderá beneficiar com a instabilidade política na Zona Euro. Com igual objectivo de protecção, mantemos a posição em Treasuries norte-americanos, construída durante o terceiro trimestre do ano passado. Concluindo, os mercados iniciaram  bem o ano, mas a incerteza, sobretudo política, mantém-se elevada. Assim, faz sentido preparar as carteiras para um ano volátil, combinando posições de maior beta com outras que permitam alguma cobertura, em caso de queda dos mercados. Como sempre, a diversificação é fundamental. Forbes Portugal - Dezembro de 2019
Política monetária volta a ser o centro das atenções na próxima semana com a primeira reunião do Banco Central Europeu com Christine Lagarde como presidente no dia 12. A Reserva Federal dos EUA também anuncia a sua decisão sobre as taxas de juro, no dia 11, seguido pelo discurso de Jerome Powell, presidente da Fed. O mercado não espera alterações nas taxas de juro tanto na Europa, como nos EUA. Os 46 milhões de eleitores do Reino Unido regressam às urnas no próximo dia 12 de Dezembro para escolher o novo Parlamento Britânico e, por consequência, o primeiro-ministro que governará o país. Segunda-feira, 9 de Dezembro 2019 • 07h00: Balança Comercial Alemanha Terça-feira, 10 de Dezembro 2019 • 01h30: Inflação China • 09h30: PIB e Balança Comercial Reino Unido • 10h00: Índice Expectativas ZEW Alemanha • 11h00: Balança Comercial Portugal • 15h00: Discurso de Visco, membro do BCE • Resultados Empresariais Europa: Ashtead Group (AA) • Resultados Empresariais EUA: Autozone (AA) Quarta-feira, 11 de Dezembro 2019 • Inflação: Portugal (11h00) e EUA (13h30) • 19h00: Decisão da taxa de juro pela Reserva Federal EUA • 19h30: Discurso de Powell, presidente da Reserva Federal • Resultados Empresariais Europa: Inditex, TUI • Resultados Empresariais EUA: Lululemon Athletics Quinta-feira, 12 de Dezembro 2019 • Inflação: Alemanha (07h00) e França (07h45) • 12h45: Decisão das taxas de juro do BCE • 13h30: Discurso de Lagarde, presidente do BCE • Reunião do Eurogrupo em Bruxelas • Eleições Reino Unido • Resultados Empresariais Europa: Metro (07h00) • Resultados Empresariais EUA: Adobe (DF), Broadcom (DF), Costco Wholesale (21h15), Oracle (DF)   Sexta-feira, 13 de Dezembro 2019 • Discurso de vários membros do BCE: Villeroy (08h30) e Holzmann (09h00) • 13h30: Vendas a Retalho EUA • 16h00: Discurso de Williams, membro da Fed • Fitch avalia "rating" da Espanha e França Para consultar a agenda semanal, aceda ao link abaixo:  Agenda Semanal - 9 a 13 de Dezembro 2019 
Os Estados Unidos criaram 266 mil empregos em Novembro, superando largamente as previsões dos economistas de 180 mil empregos, o maior aumento em 10 meses.  Já a taxa de desemprego caiu de 3,6% em Outubro para 3,50% em Novembro, atingindo o menor nível em 50 anos. As estimativas eram de 3,60%. Este aumento de emprego foi devido ao regresso dos trabalhadores da General Motors depois da greve e ao aumento de contratações no sector de saúde, confirmando que a economia permanece num caminho de expansão moderado.
Acabou! Depois de 85 semanas consecutivas de saídas dos fundos de acções europeias, as entradas finalmente regressaram, pela primeira vez desde o 1.º trimestre de 2018, segundo os analistas do Morgan Stanley. No entanto, o cenário para 2019 não alterou muito. As saídas de fundos de acções totalizaram $100 mil mn e as entradas para as obrigações europeias foram $50 mil mn. Este agora poderá ser o momento de inflexão para a Europa. A nível mundial, os fundos globais de acções também receberam $7,2 mil mn até a Quarta-feira passada, com entradas para as acções norte-americanas de $2,6 mil mn, a maior entrada semanal num mês.  Em relação a 2020, os analistas ainda estão divididos sobre a rendibilidade das acções norte-americanas e se continuarão a superar os seus pares europeus em 2020.
Quando se trata de liquidez do mercado accionista, temos boas e más notícias.  A boa notícia é que o volume de negociação (em percentagem do valor de mercado) está novamente perto dos máximos do ano. Esse poderá ser considerado um sinal de um mercado saudável. A má notícia é que a liquidez ainda é bastante fraca, em termos históricos, e os dois máximos anteriores tiveram um fim abrupto graças à escalada da guerra comercial. Concluindo, no caso de não termos más notícias em relação à guerra comercial, esta liquidez está poderá ser bom! Vamos aguardar...
O destaque hoje será nos dados do emprego nos Estados Unidos, relativos a Novembro, com as previsões de um aumento dos empregos, excluindo o sector primário, em 185.000 e o desemprego a manter-se nos 3,6%. Os preços do petróleo nos EUA estão a negociar em máximos de dois meses e meio, depois dos ministros da Energia da OPEP e seus aliados terem concordado com o maior corte da última década. A produção no primeiro trimestre de 2020 será reduzida em 40%, ou 500 mil barris por dia, e caso confirme, a retirada de crude do mercado ascenderá a 1,7 milhões de barris por dia. As eleições no Reino Unido são já para a semana no dia 12. Hoje Boris Johnson, dos Conservadores e Jeremy Corbyn, dos Trabalhistas defrontam-se num debate televisivo. Na Ásia, o índice Nikkei 225 fechou a subir 0,23% e as praças chinesas encerraram em alta, animadas em relação às declarações de Donald Trump que as negociações comerciais com a China estavam a correr "na direcção certa". As bolsas norte-americanas encerraram positivas, com os investidores optimistas em relação às negociações sino-americanas e não acreditam que as tarifas serão aplicadas no dia 15 de Dezembro à China. As acções em destaque foram a Nike devido à recomendação de compra das suas acções por parte do Goldman Sachs e a Apple, impulsionada pela revisão em alta do seu preço-alvo pelo Citigroup.   Dados Macroeconómicos:  05h00: Leading Index (Out)  05h00: Coincident Index (Out)  07h00: Produção Industrial (Out)  07h45: Balança Comercial (Out)  09h00: Vendas a Retalho (Out)  13h30: Criação de Emprego excluindo sector primário (Nov)  13h30: Taxa de Desemprego (Nov)  15h00: Stocks dos Grossistas (Out)  15h00: Índice de Confiança da Universidade de Michigan (Dez) Eventos:  Congresso do partido alemão SPD sobre uma futura coligação com CDU/CSU  10h00: Assembleia Geral da Glintt  DBRS avalia o "rating" da dívida alemã Resultados Empresariais:  Berkeley Group Holdings, Carl Zeiss Meditec Estes são os principais destaques da imprensa hoje:  Fiscalidade verde tem menos peso quem em 1995  Acções da EDP são aposta do JPMorgan e Barclays  Cotadas só seguem em pleno um terço das recomendações  Orey Antunes multada pela CMVM em 150 mil euros  Petrolífera saudita consegue 25,6 mil milhões de dólares com entrada em bolsa  Processo de destituição de Trump vai mesmo avançar   Mais de metade das câmaras já dá 25 dias de férias  Espanha: se tudo correr bem, 19 de Dezembro é dia de haver governo  PSD Madeira, PAN e Livre são "plano B" para aprovar Orçamento  Relatório revela quase 6 mil denúncias de agressões sexuais em viagens da Uber nos EUA  Metade das cotadas não avalia desempenho dos gestores
Segundo a Jefferies, estes são os cenários possíveis para o "Brexit" de acordo com os resultados das eleições no Reino Unido no 12 de Dezembro: 1) "Home Alone" - Maioria dos Conservadores (30% probabilidade) ➡ Estímulo fiscal potencial deverá acelerar o crescimento do PIB; ➡ Serviços públicos, banca e retalho são os beneficiários; ➡ Mau para os exportadores devido à libra esterlina mais forte. 2) "Love Actually" - Uma modesta maioria dos Conservadores, apoiada pelos Liberais Democratas (30% probabilidade) ➡ Melhor para activos de risco mas ainda existem incertezas devido a um segundo referendo que poderá ocorrer em Maio; ➡ Empresas de serviços públicos e telecomunicações poderão ser beneficiadas; ➡ Empresas cíclicas e de retalho prejudicadas com as incertezas dos consumidores. 3) "A Christmas Carol" - Coligação entre Trabalhistas/Nacionalistas Escoceses/Liberais Democratas (30% probabilidade) ➡ Um novo referendo é muito provável porque um "Brexit" sem acordo está fora de questão; ➡ Estímulo fiscal impulsionará o crescimento do PIB; ➡ Risco de novas eleições nos próximos 12 a 18 meses devido à falta de consenso sobre questões políticas importantes que poderá pesar na libra e no sentimento; ➡ Empresas de serviços públicos, telecomunicações e bancos poderão ser penalizados.      4) "Trading Places" - Maioria dos Trabalhistas (10% probabilidade) ➡ Este é o melhor cenário para o crescimento do PIB do Reino Unido mas será prejudicial para as acções inglesas pois levaria a um novo referendo sobre o Brexit e prolongaria a incerteza. ➡ Os únicos beneficiários neste caso seriam os exportadores que beneficiarão da depreciação da libra.
A empresa francesa Kering, dona das marcas Gucci e Balenciaga entre outras, está em negociações com a empresa italiana Moncler para uma possível aquisição.  A Moncler tem, neste momento, um valor de mercado de cerca de €11 mil mn. As acções da Moncler estão a subir 9,27% para €42,43. As acções da Moncler estão a subir 9,27% para €42,43. As acções da Salvatore Ferragamo também valorizam 4,88% e as da Tod's sobem 4,44%.
Hoje a OPEP e a OPEP+ reúnem-se para decidir a política de produção futura dos maiores produtores de petróleo. A Arábia Saudita ameaçou ontem aumentar unilateralmente a produção, caso alguns membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, ou OPEP, continuarem a desafiar o acordo de cortes, segundo fontes do cartel. Hoje também será conhecido o preço das acções da Saudi Aramco que serão colocadas brevemente na bolsa da Arábia Saudita. Este será o maior IPO de sempre. Na Ásia, o índice Nikkei 225 fechou a subir 0,71% e as praças chinesas encerraram em alta, com a possibilidade da China e dos Estados Unidos poderem em breve chegar a um acordo de "fase um" para pôr fim à sua guerra comercial dos últimos 17 meses. As bolsas norte-americanas encerraram positivas com as declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, que as conversações comerciais com a China estão a "correr muito bem". A Pacific Gas and Electric disparou após ter sido avançado que a empresa está em vias de fechar um acordo no valor de $13,5 mil mn com as vítimas dos incêndios.   Dados Macroeconómicos:  07h00: Encomendas às Fábricas (Out)  08h00: Produção Industrial (Out)  09h00: Vendas de Automóveis (Nov)  10h00: Vendas a Retalho (Out)  10h00: Emprego (3.º Tri)  10h00: PIB (3.º Tri)  13h30: Pedidos de Subsídio Desemprego  13h30: Balança Comercial (Out)  15h00: Encomendas às Fábricas (Out)  15h00: Encomendas de Bens Duradouros (Out) Eventos:  Reunião da OPEP e OPEP+ (até dia 6)  09h30: Reunião do Conselho de Ministros  Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam Portugal  10h00: Discurso de Makhlouf, membro do BCE  15h00: Discurso de Quarles, membro da Fed Resultados Empresariais:  DS Smith (07h00), Victrex (07h00)  Tiffany (AA), Dollar General (AA), Kroger (AA), Brown-Forman (13h00), Ulta Beauty (DF), Cooper (21h15) Estes são os principais destaques da imprensa hoje:  Taxa de rotatividade para empresas vai mesmo avançar  Banco de Portugal alerta para efeitos perversos da política do BCE  Vista Alegre garante aumento de capital com investidores institucionais  Orçamento preso entre a despesa herdada e a prometida  Programa de rendas acessíveis está a falhar em todo o país  Macron a braços com greve geral que promete parar a França  Netanyahu reúne-se com Pompeo e hoje com Costa  Procurador investigado por ajudar traficante  Famílias mais ricas duplicaram em Portugal nos últimos três anos   Análise de custo beneficio deixa de ser obrigatória nas PPP
O apetite para o risco regressou ao investidores depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito hoje que as conversações comerciais com a China estão a "correr muito bem", um dia depois de ter dito que o acordo poderia ser alcançado apenas após as eleições de 2020. As declarações foram feitas em Londres, onde Trump e outros líderes se encontram para a cimeira da NATO.  Até o posicionamento dos gestores de activos em futuros do S&P 500 está em máximos de uma década. Nem os analistas parecem estar muito "bearish" para 2020.
  Ontem, os mercados entenderem que o acordo comercial entre os EUA e a China será só depois da eleição presidencial americana em Novembro de 2020. Entretanto, segundo a Bloomberg, os EUA e a China estão mais próximos de um acordo  sobre a quantidade de tarifas a serem revertidas, no âmbito de um acordo comercial de primeira fase.
A libra esterlina atingiu máximos de 7 meses contra o dólar e euro com os Conservadores a liderarem as sondagens com uma vantagem de 9 pontos sobre o Partido Trabalhista. Segundo a YouGov, divulgada ontem, o apoio aos Conservadores é de 42% (-1), contra os 33% (-1) dos trabalhistas e 12% (-1) dos liberais-democratas.
Hoje o destaque será na divulgação dos índices dos gestores de compras (PMI) para o sector dos serviços da IHS Markit, relativos a Novembro. Nos EUA também será revelado o relatório da ADP sobre a criação de emprego no sector em Novembro. Na Ásia, o índice Nikkei 225 fechou a cair 1,05% e as praças chinesas encerraram em queda, apesar do sector dos serviços ter atingido o valor mais elevado dos últimos 7 meses. O índice PMI dos serviços subiu para os 53,5 em Novembro dos 51,1 no mês anterior, superando os 51,2 esperados.  As bolsas norte-americanas encerraram no vermelho, pela terceira vez consecutiva, com as declarações de Donald Trump de que prefere aguardar pelas próximas eleições presidenciais para fechar um acordo comercial com a China. O índice que mede a volatilidade da praça nova-iorquina, o VIX, também atingiu o seu máximo no último mês e meio. Dados Macroeconómicos:  00h30: Índice PMI Serviços (Nov)  01h45: Índice PMI Serviços (Nov)  08h15: Índice PMI Serviços (Nov)  08h45: Índice PMI Serviços (Nov)  08h50: Índice PMI Serviços (Nov)  08h55: Índice PMI Serviços (Nov)  09h00: Índice PMI Serviços (Nov)  09h30: Índice PMI Serviços (Nov)  13h15: Criação de Emprego ADP (Nov)  14h45: Índice PMI Serviços (Nov)  15h00: ISM Serviços (Nov)  15h30: Reservas Semanais de Energia Eventos:  Reunião dos Ministros da Finanças Zona Euro (até 5/12)  11h00: Assembleia Geral da Sonae Capital  Discursos de vários membros do BCE: Villeroy (11h15), Visco (13h00), Makhlouf (13h00) e Hernandez de Cos (16h30)  15h00: Discurso de Quarles, membro da Fed  Banco de Portugal divulga Relatório de Estabilidade Financeira Resultados Empresariais:  Campbell Soup (AA), H&R Block (DF) e Synopsys (DF) Estes são os principais destaques da imprensa hoje:  Têxtil vai perder 2.000 empresas e 28.000 empregos  Governo calcula em 10% cortes nos fundos de coesão europeus  Eléctricos vão custar o mesmo que carros de combustão já em 2023  Resort na Madeira deixa dívidas de 91 milhões ao Novo Banco e BPI  Europa falha metas ambientais para 2020  Tomás Correia força nomeação de novo líder antes de sair  Tribunal de Contas arrasa planos das câmaras contra incêndios nas zonas rurais  Portugal investe 6,6 milhões nos vinhos
O Saxo Bank prepara as suas "Outrageous Predictions" no final de cada ano.  Estas são previsões improváveis com risco relativamente diminuto mas com enorme impacto potencial: 1) Fabricantes de “chips” com ano difícil  2) Estagnação beneficia empresas de valor e penaliza as de crescimento 3) BCE aumenta as taxas de juros 4) Energias verdes perdem interesse 5) Eskon coloca África do Sul perto do "default" 6) Trump aplica taxa de 25% a todas as importações 7) Suécia aumenta gastos sociais para acolher imigrantes 8) Democratas ganham as eleições 9) Hungria abandona a União Europeia 10) Ásia lança uma moeda digital de reserva
A União Europeia disse hoje que agirá de forma unida em relação às previstas tarifas dos EUA para produtos franceses e acredita que a Organização Mundial do Comércio é a melhor maneira de resolver tais disputas. Ontem, a administração Trump propôs tarifas de até 100% sobre $2,4 mil mn de importações francesas de champanhe, queijo, vinho, malas, porcelana e outros produtos franceses. As acções da LVMH, Kering e Hermes estão todos a desvalorizar quase 2% hoje em reacção à notícia. As empresas de luxo francesas são para os investidores locais o que a Amazon ou a Apple são para Wall Street. Ou seja, são os FAANGs das acções europeias, pois são os principais impulsionadores do crescimento nos seus respectivos índices. De facto, algumas dessas empresas até tiveram rendibilidades superiores às FAANGs nos últimos cinco anos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que não tem um prazo definido para chegar a um acordo comercial com a China e que talvez seja melhor esperar até depois das eleições presidenciais dos EUA em Novembro de 2020.
Invest Trends
Mudanças Climáticas
29.11.2019
Hoje Feriados 2019
  • 12
    12

    [uk]Eleições Reino Unido

  • 12
    18

    [pt]10h30: Assembleia Geral da Pharol

    [pt]15h00: Assembleia Geral da Martifer

  • 12
    20

    [pt]12h00: Assembleia Geral da The Navigator Company

    [pt]16h00: Assembleia Geral da Orey Antunes

  •  

  •  

  •  

Mais prudência no arranque de 2020   Opinião
06.12.2019 Análise Técnica

AUD/USD | EUR/GBP

05.12.2019 Invest Outlook

2020

06.12.2019 Análise Técnica

Update: S&P500

Os Benefícios da Diversificação

ACESSO INVEST ONLINE
Este site utiliza cookies para funcionar correctamente. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. SABER MAIS Concordo